o mundo tá girando de uma forma estranha!
será que mudou de direção?
ou sou eu que estou andando na contra-mão?
a luz do fim do túnel não tá chegando...
será que engoliram toda a luz do mundo?
ou fui eu que caí muito fundo?
o passarinho não canta, agora grita!
será que ele está com medo de altura?
ou é a minha sensibilidade que está dura?
o vento parece que parou de dançar!
será que está de luto pelas árvores mortas?
ou são minhas estradas que estão muito tortas?
a água da chuva agora tem cor de sangue!
será que está havendo uma guerra?
ou sou eu no lugar errado da Terra?
o brilho do meu olho agora ofuscou...
será que é alguma doença que pega?
ou fui que de vez fiquei cega?
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Oops!...
Quando, pela manhã, cada um se arrumava para ir ao respectivo trabalho, o casal tinha um combinado: a cor da sombra nos olhos da moça seria a mesma da gravata dele, escolhida a partir da calcinha que ela usava no dia (calcinha esta sempre de acordo com a cor da camisinha usada por eles na noite anterior).
Ria consigo mesma quando as amigas de trabalho perguntavam porque ela tinha ido sem a sombra...
Ria consigo mesma quando as amigas de trabalho perguntavam porque ela tinha ido sem a sombra...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Um passarinho me contou
na melodia do canário, a tristeza
era consequente da sua incerteza
se iria ou não poder um dia voar.
apreciavam-lhe os humanos seu belo canto
mas não viam, iludidos, o constante pranto
que seus olhos pequenos faziam escoar.
via outras aves passando pela janela
e emocionava-se sempre ao sentir tão singela
brisa que às vezes entrava pela cortina.
quando a mãe de sua dona foi trocar o alpiste
viu o canário caído e ficou muito triste
pela morte precoce do bichinho da menina.
abriu, então, a portinha da gaiola
pensando consigo "o tempo consola"
para tirar o corpinho d'ali de dentro.
antes mesmo que pusesse sua mão
o corpo jazindo ali até então
quase a fez, de susto, sair correndo.
o canário, num repente, saiu voando
e ela não entendeu que era só um plano
de alguém que ansiava a própria vida.
o bichinho, esperto, fingiu-se de morto
conforme aprendeu com um nobre cachorro
que morava ao lado com uma vizinha inxerida.
ouviu-se a partir daquele dia, finalmente,
a real beleza, que é a do cantar contente
de um passarinho bonito e bastante sonhador.
passou a comer frutas, ver o sol nascer
beber água do lago e de gato correr
com sombra, água fresca e um bocado de amor.
ensinou a seus amigos sobre a perseverança
que lutassem pelos sonhos de quando criança
pois há certas coisas merecidas de verdade.
narrou com calma sua história e contou
da sensação indescritível ao levantar vôo
e da beleza presente em se ter liberdade.
conheceu, pouco depois, uma canarinha engraçada
que, ao ouvir sua trajetória, ficou encantada
e disseram um ao outro "te amo e te quero"
apaixonados, felizes e com muita leveza
aprenderam, juntos, a importância da natureza
e de ter dentro de si um Amor bem sincero.
era consequente da sua incerteza
se iria ou não poder um dia voar.
apreciavam-lhe os humanos seu belo canto
mas não viam, iludidos, o constante pranto
que seus olhos pequenos faziam escoar.
via outras aves passando pela janela
e emocionava-se sempre ao sentir tão singela
brisa que às vezes entrava pela cortina.
quando a mãe de sua dona foi trocar o alpiste
viu o canário caído e ficou muito triste
pela morte precoce do bichinho da menina.
abriu, então, a portinha da gaiola
pensando consigo "o tempo consola"
para tirar o corpinho d'ali de dentro.
antes mesmo que pusesse sua mão
o corpo jazindo ali até então
quase a fez, de susto, sair correndo.
o canário, num repente, saiu voando
e ela não entendeu que era só um plano
de alguém que ansiava a própria vida.
o bichinho, esperto, fingiu-se de morto
conforme aprendeu com um nobre cachorro
que morava ao lado com uma vizinha inxerida.
ouviu-se a partir daquele dia, finalmente,
a real beleza, que é a do cantar contente
de um passarinho bonito e bastante sonhador.
passou a comer frutas, ver o sol nascer
beber água do lago e de gato correr
com sombra, água fresca e um bocado de amor.
ensinou a seus amigos sobre a perseverança
que lutassem pelos sonhos de quando criança
pois há certas coisas merecidas de verdade.
narrou com calma sua história e contou
da sensação indescritível ao levantar vôo
e da beleza presente em se ter liberdade.
conheceu, pouco depois, uma canarinha engraçada
que, ao ouvir sua trajetória, ficou encantada
e disseram um ao outro "te amo e te quero"
apaixonados, felizes e com muita leveza
aprenderam, juntos, a importância da natureza
e de ter dentro de si um Amor bem sincero.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Guardei
Você me pediu para guardar as poesias que fiz para você. Todas elas. E eu peguei uma por uma e coloquei dentro de uma caixa na gaveta. Li atenciosamente cada palavra e quase me perdi na imensidão em que estava inserida, me senti fora de mim mesma. Fechei a caixa com muito cuidado mas ainda conseguia ouvir todas as letras e sílabas gritando, esperneando. As vozes eram a minha e a sua, tinha também a de alguém que sabe sobre nós aquilo que nós também sabemos mas fingimos não saber. E olha que nosso fingimento não é de propósito. Aos poucos, entendi o método para fazê-las se calarem e hoje em dia não escuto vozes. Não essas.
Você me pediu para guardar os beijos que queria te dar. Todos eles. E eu me contive; segurei cada beijo dentro da minha boca, senti meus lábios secarem, senti minha gengiva quase sangrar e praticamente morri asfixiada por causa da quantidade enorme de beijos tampando minha glote. Os eufóricos com a sua presença, os saudosos com a tua ausência, os tristes com as minhas lembranças e os felizes com as nossas . Todos esses beijos ficaram guardados em minhas papilas gustativas e, aos poucos, aprendi - por necessidade - a engoli-los. Meu organismo aprendeu a absorvê-los e, de vez em quando, sinto uns choques em minhas veias sanguíneas.
Você me pediu para guardar os abraços que queria te dar. Todos eles. Eu me congelei; mantive dentro de mim a energia e busquei fechar meus olhos para não te passar minha sensações que seriam transmitidas pelos abraços. Percebi que você se assustaria com elas. Achava que meus braços tremiam, mas quem realmente tremia era minha alma. Ela estava começando a congelar também, da mesma forma que eu fiz com meu corpo, mas era pela falta do seu calor. Todos os abraços realizaram trabalho gerando energia e depois outro trabalho transformando-a. Eu precisei aprender a me contentar com o abraço de outras pessoas. Mas são só outras pessoas...
Você me pediu para guardar minhas palavras. TODAS elas. Te confesso que não guardei todas; isso seria impossível. Mas as mais relevantes eu retive. Não sei bem onde... acho que as engoli junto com os beijos. Mas, ao invés do estômago ou qualquer outra etapa do meu processo digestivo, elas iam para a cabeça. Ficavam ecoando, circulando de corredor em corredor como se minha mente fosse um labirinto. Algumas voltavam tão convictas de si mesmas que eu até me perguntava se as tinha dito ou não. Tive que aprender a internalizar o silêncio que eu pronunciava. Pena que você não conseguiu ouvi-lo direito...
Você me pediu para guardar minhas lágrimas.
Nunca mais me peça isso.
Você me pediu para guardar minhas lágrimas.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Inspira, resp/... Acabou o tempo! Volta!
Escrevo para nós
num breve momento de respiração;
tão rápida, tão duradoura
tão estranha, não é?
Assustadora, sim; concordo contigo!
Mas não olhe para trás,
não tenha medo de olhar para frente,
olhe para o lado e verá seu reflexo comigo.
Não! Não! Não o roubei!
Ele apenas não sai da minha pele
Sua imagem não sai do meu nariz
Seu cheiro não sai da minha boca
Seu gosto não sai dos meus ouvidos
Ah, sinestesia!
É que você me confunde
me entende e me faz entender.
Eita, diacho, quanta coisa!
Vem?...
num breve momento de respiração;
tão rápida, tão duradoura
tão estranha, não é?
Assustadora, sim; concordo contigo!
Mas não olhe para trás,
não tenha medo de olhar para frente,
olhe para o lado e verá seu reflexo comigo.
Não! Não! Não o roubei!
Ele apenas não sai da minha pele
Sua imagem não sai do meu nariz
Seu cheiro não sai da minha boca
Seu gosto não sai dos meus ouvidos
Ah, sinestesia!
É que você me confunde
me entende e me faz entender.
Eita, diacho, quanta coisa!
Vem?...
Zucazul da cor do mar
O que realmente machuca é
A sensação do ciclo interrompido
E o olhar, nunca antes tão perdido,
Vê teus olhos entre o céu e a maré.
O sentimento assustado
Ressalta a imagem marcante
Por mais que a perda espante,
Submete-se ao teu legado.
Apesar da vida breve
E do corpo ainda leve
Teu olho azul não engana:
Faz ver que não à toa
Tua alma, pura e boa
Não veio na forma humana.
A sensação do ciclo interrompido
E o olhar, nunca antes tão perdido,
Vê teus olhos entre o céu e a maré.
O sentimento assustado
Ressalta a imagem marcante
Por mais que a perda espante,
Submete-se ao teu legado.
Apesar da vida breve
E do corpo ainda leve
Teu olho azul não engana:
Faz ver que não à toa
Tua alma, pura e boa
Não veio na forma humana.
sábado, 12 de novembro de 2011
estrada
me dê sua mão
a gente segue daqui
na mesma estrada
ainda lado a lado
side by side by side by side by side,
certo?
apenas outra caminhada
mas ainda juntos
com todos os planos
guerras que enfrentamos
nossa nação permaneceu
nossos inimigos enfraqueceram
hoje somos fortes como nunca.
as cicatrizes apenas marcam
tudo o que foi e ainda será
sem perder, sempre ganhando
adicionando,
acrescentando.
uma marcha,
soldado.
por tudo o que somos e não somos
por tudo o que quisermos
por tudo o que quisemos
ainda queremos ser um.
e somos.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
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