Vim aqui te avisar que é bom crescer.
Nessas horas em que você está sozinha, você acaba aprendendo tanta coisa sobre si mesma...
Aprende a respirar fundo.
Aprende a se distanciar dos seus sentimentos. Quando eles estão prestes a transbordar você os olha de longe, como se não houvesse identificação e deixa-os enterrados no buraco mais fundo que você pode cavar.
Aprende a aproveitar o silêncio.
Tenta se desprender daquilo que você acha que é... Só assim vai poder descobrir um outro jeito de existir. Abre mão desse conforto estagnado do suposto autoconhecimento... É cedo demais pra isso! É tarde demais pra isso!
Você não é assim, você não é assado. Você nunca vai ser!
Não precisa prender, mas também não precisa inventar o que soltar...
Não precisa ter medo dessa hierarquia que inventaram. Vocês são tanto quanto eles são.
Fala de igual pra igual.
Olha no olho.
Não se deve ter medo da própria sinceridade.
Agora desenterra os sentimentos que te mandei enterrar ali no começo. O chão é sua base; se você deixar os sentimentos enterrados, eles estarão te sustentando...
Sai dessa!
Desenterra esses sentimentos e transforma em vento...
Em cor de vento!
Aí eles voam e você pode voar também.
Porque o chão é sua base, mas o céu não é seu teto!
Mostrando postagens com marcador prosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prosa. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 1 de março de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
Meu anjinho,
sei que você não vai acessar meu blog e sei também que não vou ler isso daqui para você... Mas eu não quero ter que esperar você chegar no fim da sua (longa!) vida para te escrever alguma coisa. É que agora eu estou longe, sabe? Então eu fico olhando para as suas fotos e me dá muita saudade de te apertar inteiro e você fazer aquele barulhinho rosnando baixinho como quem diz "chega...". Agora que a gente não está na mesma casa me dá muita saudade de te ver durante o meu dia inteiro e eu queria te pedir desculpas por não estar tão presente na sua vida, tá? Você tá ficando grisalho e fica mais quietinho... Sabe, eu realmente acho que você sinta todas essas mudanças (você sabe do que eu estou falando) e eu também sinto. Agora a gente tem uma irmã mais nova que você e eu queria te pedir para ter paciência com ela. E eu sei que você tem! A Bia é picurrucha ainda, você já foi também...
Lembra que você nasceu cabeçudo? Seu lindo! Acho tão encantador seu jeito calmo de ser... Confesso que sinto falta de caminhar com você na praia, mas é tudo questão de fase.
Pingo, Pingão, Pingostoso, Pingolingo, Pingolindo, Pingo Alberto, José Pingo, Pingo José (...),
eu queria te agradecer por ter crescido ao meu lado, por ter ido comigo à praia, por ter dormido comigo na cama várias e várias noites, por não ter destruído o Balto e por ter destruído minhas Barbies...
É um Pingo até grande pro nome
mas o Amor não é só um Pingo;
é uma chuva inteira!
Seu olho brilha aqui na Terra e, quando chegar a hora, vai brilhar sua estrela lá no céu.
Fica relaxado aí, meu gostoso, que eu volto já, já!
Um beijo cheio de amor de alguém que está sentindo saudade da sua lambida,
sua irmã mais nova/mais velha!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Guardei
Você me pediu para guardar as poesias que fiz para você. Todas elas. E eu peguei uma por uma e coloquei dentro de uma caixa na gaveta. Li atenciosamente cada palavra e quase me perdi na imensidão em que estava inserida, me senti fora de mim mesma. Fechei a caixa com muito cuidado mas ainda conseguia ouvir todas as letras e sílabas gritando, esperneando. As vozes eram a minha e a sua, tinha também a de alguém que sabe sobre nós aquilo que nós também sabemos mas fingimos não saber. E olha que nosso fingimento não é de propósito. Aos poucos, entendi o método para fazê-las se calarem e hoje em dia não escuto vozes. Não essas.
Você me pediu para guardar os beijos que queria te dar. Todos eles. E eu me contive; segurei cada beijo dentro da minha boca, senti meus lábios secarem, senti minha gengiva quase sangrar e praticamente morri asfixiada por causa da quantidade enorme de beijos tampando minha glote. Os eufóricos com a sua presença, os saudosos com a tua ausência, os tristes com as minhas lembranças e os felizes com as nossas . Todos esses beijos ficaram guardados em minhas papilas gustativas e, aos poucos, aprendi - por necessidade - a engoli-los. Meu organismo aprendeu a absorvê-los e, de vez em quando, sinto uns choques em minhas veias sanguíneas.
Você me pediu para guardar os abraços que queria te dar. Todos eles. Eu me congelei; mantive dentro de mim a energia e busquei fechar meus olhos para não te passar minha sensações que seriam transmitidas pelos abraços. Percebi que você se assustaria com elas. Achava que meus braços tremiam, mas quem realmente tremia era minha alma. Ela estava começando a congelar também, da mesma forma que eu fiz com meu corpo, mas era pela falta do seu calor. Todos os abraços realizaram trabalho gerando energia e depois outro trabalho transformando-a. Eu precisei aprender a me contentar com o abraço de outras pessoas. Mas são só outras pessoas...
Você me pediu para guardar minhas palavras. TODAS elas. Te confesso que não guardei todas; isso seria impossível. Mas as mais relevantes eu retive. Não sei bem onde... acho que as engoli junto com os beijos. Mas, ao invés do estômago ou qualquer outra etapa do meu processo digestivo, elas iam para a cabeça. Ficavam ecoando, circulando de corredor em corredor como se minha mente fosse um labirinto. Algumas voltavam tão convictas de si mesmas que eu até me perguntava se as tinha dito ou não. Tive que aprender a internalizar o silêncio que eu pronunciava. Pena que você não conseguiu ouvi-lo direito...
Você me pediu para guardar minhas lágrimas.
Nunca mais me peça isso.
Você me pediu para guardar minhas lágrimas.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
O quê e como
A questão não é só o que ele faz. Mas como ele o faz. Ele me beija? E muito. Mas eu só gosto quando segura meu rosto em suas mãos ternamente e me beija com sinceridade. Não precisa ser aquilo piegas, mas olhar nos olhos estabelece um outro tipo de contato, que não só carnal. O beijo automático, na quantidade que for, não me agrada. Ele segura minha mão? Sim, constantemente. Mas confesso que me faz sentir mais querida quando ele dá aquela ajeitada para que as mãos estejam bem seguradas uma na outra e que o laço esteja dado, efetivamente. Segurar só pelo hábito, por melhor que seja, não é a mesma coisa. Me abraça? Positivo, em vários momentos do dia. Mas só é revitalizante aquele abraço bem apertado, sem objetivo de ser forte, mas de ser intenso. Ou aquele abraço protetor, ou o abraço grato. Mas o abraço só pelo gesto não conta. Pronuncia meu nome? Inúmeras vezes. E tem o hábito de fazê-lo sempre por um motivo bom, com carinho, com respeito, com admiração. Ele cuida de mim? Claro! E eu nem preciso pedir. Me manda colocar a meia, fala para eu escovar os dentes, me diz para colocar um casaco, me manda ir dormir cedo. Faz isso num tom preocupado e carinhoso, importando-se com meu bem-estar.
Sintetizando, ele é... foda.
sábado, 6 de agosto de 2011
Teu silêncio
Eu costumava ter medo do teu silêncio. Parecias calar a voz de uma forma natural e segura, enquanto por trás do meu silêncio-resposta havia uma infinitude de perguntas, inseguranças e teorias. Teu silêncio era incômodo. Eu ficava me perguntando se havia algo não-dito e se tua intenção era dizê-lo ou se eu precisaria continuar imaginando. Imaginava se tinhas algum segredo para me contar, se tinhas medo de me dizer algo, ou se tinhas alguma pergunta a fazer e imaginava também por que não fazias nada disso. Cheguei a achar ser falta de confiança tua e depois percebi que quem não confiava em mim era eu mesma. Não confiava em minha capacidade de te fazer feliz, não me considerava capaz de te fazer sentir seguro, não me achava digna de tanta atenção...
Hoje fico feliz com nossos silêncios. É aí que consta a verdadeira intimidade, é aí que consta o real sentimento de confiança. Hoje sei que, quando te calas, é porque não fazes questão de quebrar o silêncio, já não incômodo; é porque te sentes confortável de tal forma a crer na minha segurança quando ouço teu silêncio-resposta. Não busco agitar o ar acima de nós com ondas sonoras de perguntas desnecessárias, ao mesmo tempo que não evito fazê-lo quando intento a comentar, perguntar, compartilhar. Deitada ao teu lado, sentada atrás de ti, agachada por cima de teu corpo, recolhida dentro de teus braços e até mesmo aconchegada em teu silêncio.
E quando te silencias de forma rude ou magoada, sei que o fazes por me saber capaz de decifrar teu olhos gritantes e teu corpo expressivo. Por mais que me doa, lembro-me de antes, quando qualquer breve pausa era mais barulhenta dentro de mim do que teu som eletrônico berrante.
Obrigada por confiar em mim o suficiente para fazer silêncio.
E mesmo tendo escrito apenas sobre o silêncio, obrigada pelas palavras. Por todas elas.
Inclusive pelas três tradicionais.
Garantia
Certas palavras atuam sobre você de um modo diferente de como atuam sobre mim. Nada me garante que, quando me dizes isso, há em seu dizer a imensidão existente na minha receptividade para ouvir aquilo que tanto gosto. Mas sei que, para proferi-las, deve haver um pensamento a precedê-las que diz respeito ao seu bem-querer por mim, ou que te faz ponderar sobre o quanto importamos um para o outro. E mesmo sua definição não equivalendo à minha, a certeza da sinceridade em questão me tranquiliza.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
O cão tinha fome
Entrou.
O amarelo predominante do quadro acima da cama já havia desbotado. A essa altura combinava mais com o tom envelhecido das páginas de caderno sob a mesa de cabeceira. A persiana deixara de ser branca devido à poeira. Sobre a cama viu seu cachorro de pelúcia. Sentiu dor ao perceber que pedia ajuda. Seus olhos negros ainda estavam cobertor pelo excedente de pêlo e quase choravam de saudade. Ela o havia abandonado. Os títulos dos livros na estante próxima ao armário estavam ilegíveis. Alguns haviam caído e um deles cobria sua pantufa. Ao olhar no armário, pude imaginar as roupas em seu corpo. Chegando mais perto, pôde sentir seu cheiro. Ainda estava forte. Era um cheiro marcante. Fechou os olhos por um momento e desejou poder voltar alguns anos, ainda que por um segundo. Tudo aquilo fazia falta. Há algum tempo não ouvia sua voz. Só então percebeu que este tempo tornara-se grande o suficiente para que derramasse uma lágrima. A primeira desde a mudança oficial. Fechou os olhos novamente e, por um breve momento, sentiu alguém beijando-lhe o rosto. Sabia que estavam juntas. Ainda com dor, virou-se para trás e o cão parecia mais sofrido do que poderia imaginar. Preso à condição de pelúcia, sentiu o tempo passar, sem que pudesse se manifestar. Pegou o bicho no colo e apertou com força. O cheiro dela era ainda mais forte.
E saiu.
O amarelo predominante do quadro acima da cama já havia desbotado. A essa altura combinava mais com o tom envelhecido das páginas de caderno sob a mesa de cabeceira. A persiana deixara de ser branca devido à poeira. Sobre a cama viu seu cachorro de pelúcia. Sentiu dor ao perceber que pedia ajuda. Seus olhos negros ainda estavam cobertor pelo excedente de pêlo e quase choravam de saudade. Ela o havia abandonado. Os títulos dos livros na estante próxima ao armário estavam ilegíveis. Alguns haviam caído e um deles cobria sua pantufa. Ao olhar no armário, pude imaginar as roupas em seu corpo. Chegando mais perto, pôde sentir seu cheiro. Ainda estava forte. Era um cheiro marcante. Fechou os olhos por um momento e desejou poder voltar alguns anos, ainda que por um segundo. Tudo aquilo fazia falta. Há algum tempo não ouvia sua voz. Só então percebeu que este tempo tornara-se grande o suficiente para que derramasse uma lágrima. A primeira desde a mudança oficial. Fechou os olhos novamente e, por um breve momento, sentiu alguém beijando-lhe o rosto. Sabia que estavam juntas. Ainda com dor, virou-se para trás e o cão parecia mais sofrido do que poderia imaginar. Preso à condição de pelúcia, sentiu o tempo passar, sem que pudesse se manifestar. Pegou o bicho no colo e apertou com força. O cheiro dela era ainda mais forte.
E saiu.
sábado, 18 de junho de 2011
dez regras para Seres humano.
por Cherie Carter-Scott
1- Você vai receber um corpo. Pode gostar ou amar, mas é seu e deve mantê-lo o período inteiro.
2- Você vai aprender. Você se encontra em uma escola de horário integral chamada Vida.
3- Não existem erros, apenas lições. Crescimento é um processo de tentativas, erros e experimentações. As tentativas "falhas" fazem parte do processo tanto quanto as que, teoricamente, "dão certo".
4- Lições são repetidas até que você as aprenda. Elas vão se apresentar para você em diversas formas até que aprenda. Depois de aprendê-las, pode ir para a próxima lição.
5- Lições de aprendizagem não acabam. Não há um momento de sua vida onde não haverá lições; se você está vivo, é porque ainda há lições a serem aprendidas.
6- Lá não é melhor do que aqui. Quando o seu lá se tornar aqui, você simplesmente encontrará outro lá que se tornará melhor do que aqui.
7- Outras pessoas são meramente espelhos seus. Você não pode amar ou odiar algo em alguém a não ser que reflita algo que você ama ou odeia em si mesmo.
8- O que você vai fazer da sua vida está em suas mãos. Você possui todas as ferramentas e recursos que precisa; o que vai fazer com eles só cabe a você decidir. A escolha é sua.
9- As respostas estão dentro de você. As respostas às perguntas da vida estão dentro de você. Tudo que precisa fazer é olhar, ouvir e confiar.
10- Você esquecerá de tudo isso e terá que aprender quando estiver na Vida.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
O medo
A corda estava colada em meu corpo, contornando meu perímetro por completo. Quanto mais eu ouvia, menos eu pensava, mais eu sentia e menos respirava. Ela desfez o contorno e se dirigiu em "movimento-geleira" até minha boca. Quando vi, já estava amordaçada e aquilo me impediu de falar. Antes que pudesse tomar medidas para mudar a situação, a corda já estava em meu pescoço e, circulando, meu desespero só apertava mais a corda, que me deixava mais desesperada, apertando-a ainda mais e etc. Até que seus braços me convidaram e pude senti-la desafrouxando e voltei a respirar mas, dessa vez, entre soluços.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Gosto de gostar
Gosto de rir com você das suas palhaçadas. Gosto de te ajudar nas suas tarefas. Gosto de ouvir suas músicas. Gosto de deitar no seu colo, aconchegando-me no conforto do seu ombro amigo. Gosto de ouvir sua risada. Gosto de te fazer cafuné. Gosto de coçar suas costas. Gosto de te proteger. Gosto de conversar com você. Gostou de ouvir sua voz. Gosto das suas gírias. Gosto do seu toque. Gosto da sua implicância. Gosto das suas brincadeiras. Gosto do seu beijo. Hm... ADOGO seu beijo!! Gosto da sua companhia. Gosto das suas habilidades. Gosto das suas mãos. Gosto dos seus pés. Gosto das suas perninhas de sabiá. Gosto das suas costas. Gosto da sua barriga. Gosto do seu narizinho torto. Gosto das suas orelhas. Gosto dos seus braços. Gosto MUITO do seu abraço. Gosto do seu cheiro. Gosto da sua pegada. Gosto do seu carinho. Gosto do seu dedo mindinho torto. Gosto das suas manias. Gosto de te ouvir cantando. Gosto da sua família. Gosto dos seus amigos. Gosto do seu cabelo. Gosto da sua bermuda listrada azul. Gosto do seu tênis furado. Gosto da sua letra. Gosto de dormir ao seu lado. Gosto de acordar ao seu lado. Gosto de te ligar. Gosto quando você me liga. Gosto de fazer Reiki com você. Gosto de meditar ao seu lado. Gosto de ver filme com você. Gosto de gostar tanto de você.
Gosto de você. Gosto muito de você. Adoro você. Eu te amo!
domingo, 3 de outubro de 2010
Tudo
Dentro de mim há um tudo.
Um tudo que não tem definição. Um tudo que é alguma palavra jamais pronunciada em língua nenhuma. Um tudo que, ao olhar para dentro, vê grandeza o suficiente em si mesmo, a ponto de saber de sua essência, ainda que não a conheça; ela o é apenas reconhecida enquanto existente. E esse mesmo tudo se vê insignificante ao olhar para fora e crer na infinitude celeste. É um tudo incompreensível que se manifesta dentro de mim quando sinto o vento no rosto, quando mato as saudades de quem amo, quando vejo o amor em situações inimagináveis, quando renovo minhas energias num banho de mar... Um tudo que está dentro de mim, e reconhece sua sinceridade de uma forma que só ele é capaz. E esse "tudo" é quase nada em sua humildade, mas, ao mesmo tempo, é do tamanho do inexplicável.
Um tudo que não tem definição. Um tudo que é alguma palavra jamais pronunciada em língua nenhuma. Um tudo que, ao olhar para dentro, vê grandeza o suficiente em si mesmo, a ponto de saber de sua essência, ainda que não a conheça; ela o é apenas reconhecida enquanto existente. E esse mesmo tudo se vê insignificante ao olhar para fora e crer na infinitude celeste. É um tudo incompreensível que se manifesta dentro de mim quando sinto o vento no rosto, quando mato as saudades de quem amo, quando vejo o amor em situações inimagináveis, quando renovo minhas energias num banho de mar... Um tudo que está dentro de mim, e reconhece sua sinceridade de uma forma que só ele é capaz. E esse "tudo" é quase nada em sua humildade, mas, ao mesmo tempo, é do tamanho do inexplicável.
sábado, 11 de setembro de 2010
Pode ser...
Um sorriso pode ser espontâneo, descontrolado, secreto, misterioso, engraçado, significativo ou sincero...
Um olhar pode ser assustado, sapeca, morto, confuso, suplicante, mentiroso, transparente ou alegre...
Um toque pode ser ansioso, forte, decidido, receioso, delicado ou arrepiante...
Um beijo pode ser suave, apaixonado, de despedida, saudoso, emocionado, maternal, proibido, amigável ou decisivo...
Uma lembrança pode ser antiga, recente, feliz, já quase esquecida, emocionante, gostosa ou triste...
Uma palavra pode ser no singular, já esperada, mascarada, sozinha, definitiva, no plural, que muda tudo, em voz baixa, fora de contexto, surpreendente, em conjunto ou gritada...
Um silêncio pode ser quebrado, sob dúvidas, infinito, autoexplicativo, constrangedor ou sobre dúvidas...
Agora... uma lágrima?
Pode ser tudo isso.
Um olhar pode ser assustado, sapeca, morto, confuso, suplicante, mentiroso, transparente ou alegre...
Um toque pode ser ansioso, forte, decidido, receioso, delicado ou arrepiante...
Um beijo pode ser suave, apaixonado, de despedida, saudoso, emocionado, maternal, proibido, amigável ou decisivo...
Uma lembrança pode ser antiga, recente, feliz, já quase esquecida, emocionante, gostosa ou triste...
Uma palavra pode ser no singular, já esperada, mascarada, sozinha, definitiva, no plural, que muda tudo, em voz baixa, fora de contexto, surpreendente, em conjunto ou gritada...
Um silêncio pode ser quebrado, sob dúvidas, infinito, autoexplicativo, constrangedor ou sobre dúvidas...
Agora... uma lágrima?
Pode ser tudo isso.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Sonho espatifado...
Uma poça d'água.
Elas faziam questão de permanecer ali, juntas, no chão de madeira, formando uma poça d'água. Certamente estavam ali para me lembrar que haviam sido derramadas, que isso teve motivo e que eu não fui forte para lidar com (mais) aquele problema. Saí dali decidida a não lembrar novamente da dor que estava sentindo. Sentei-me no sofá e, enquanto procurava pelo controle remoto, caí em mais uma armadilha. Tudo estava armado, não era possível.
Um porta-retrato.
Cinza, com um coração vermelho na ponta superior direita e outro igual, do lado oposto. Vazio, deixando claro que estava ali só para se mostrar desocupado, certamente para me lembrar da foto que antes ali estava. Eu quase conseguia ouvir risadas perversas das lágrimas que voltaram a descer pelo meu rosto, como se dissessem "a poça ficou lá, mas nós viemos com você". É lógico que ao lado do porta-retrato havia uma foto. De cabeça para baixo. Rasgada ao meio. Irritada, empurrei aquele objeto opaco e sem vida, certa de que isso faria com que ele fosse apagado de minha memória. Pude ouvir o vidro se quebrando e preferi não olhar para os restos mortais espalhados pelo chão de minha sala. Desviando o olhar, fui à cozinha beber um copo d'água. A pia estava cheia de louça, evidenciando a bagunça similar a do resto da casa. Nenhum copo limpo, optei por uma caneca. No armário, a única caneca que estava ali era aquela. Só uma. Me encarando. Esperando me fazer sentir fracassada qualquer fosse minha atitude. "USO EXCLUSIVO DA PESSOA MAIS AMADA DO MUNDO". Eu não poderia usá-la. Não era a pessoa mais amada do mundo. Não era sequer amada, que dirá a mais amada do mundo.
Um grito.
Foi o que eu consegui fazer; soltar um grito. Com toda a minha força, com todo o meu ódio, com toda a minha tristeza e, acima de tudo, com todo o meu amor. Um grito que doeu a garganta, e minhas cordas vocais reclamaram. Num relance, arranquei a caneca de onde estava e a taquei no chão com toda a minha vontade. Aquilo foi satisfatório. Estranhamente satisfatório. Procurando mais coisas para quebrar, olhei para a pia ao meu lado e decidi jogar tudo. Jogava cada objeto sem segurar o grito. Pude ouvir o interfone tocar e arremessei um prato que pegou em cheio. O fone ficou pendurado e continuei minha sessão de terapia alternativa. Estava começando a achar divertido, quando ouvi batidas à porta. Não. Não podiam me ver naquele estado; perdedora, chorando, irritada e com a perna sangrando devido a alguns cortes de estilhaços que voaram em mim. Chamavam pelo meu nome e a força aumentava gradativamente. Eu precisava de uma solução. Ao meu redor, procurava desesperadamente por um método rápido que justificasse o fato de eu ignorar aos chamados. Continuavam a bater. Vasculhava gavetas, revirava armários, e só encontrava panos. Um enforcamento seria complicado de arranjar àquela altura do campeonato. Continuavam a bater, eu suava e já nem sentia os cacos sob meus pés perfurando-me intensa e rapidamente. Apenas via minhas pegadas sangrentas sendo deixadas no chão. Esmurravam a porta. No chão, tudo o que restava, além dos pedaços da louça quebrada, era uma faca de carne.
Uma faca.
Foi tudo o que consegui ver. Como se estivéssemos em um filme Hollywoodiano, e eu e a faca tivéssemos nos apaixonado à primeira vista. Todo o resto desapareceu e sorríamos uma para a outra. Andei em direção a ela, gargalhando. A faca também parecia estar satisfeita, por cumpriria sua obrigação. Ainda ouvia pessoas chamando por mim e pareciam realmente preocupadas. Patéticas. Passei a lâmina delicadamente por meu dedo e pude sentir que estava afiada. Olhei o cômodo em que estava e concluí que, ainda depois de tudo, eu era digna de uma morte decente. Fui até minha varanda, que me pareceu limpa, organizada e propícia à ocasião. Suspeitei que estivessem tentando arrombar a porta. Olhei para fora. No prédio em frente, alguns andares abaixo do meu, havia um casal na janela. Ela fumava e ele estava sem blusa. Fiquei olhando para eles por um tempo. A mulher sorriu, eu retribuí. O vento começou a se manifestar e me senti confortável como nunca. Senti-me leve e desisti de colocar em ação meu plano. Virei-me para abrir a porta aos interessados e convidá-los para entrar, afinal, ainda estavam tentando. A faca ainda estava em minha mão. Sorri sozinha quando percebi o desapontamento dela. Eu estava bem. Estava mesmo. Mas a sala não deixava dúvidas. Vivia naquela casa uma pessoa frustrada, abandonada que de nada serviu e de nada serviria. O porta-retrato quebrado ainda estava no chão. O sangue ainda estava espalhado. A foto ainda estava rasgada. A lembrança ainda estava viva.
Uma lembrança.
Era tudo o que eu tinha. Era tudo o que eu continuaria tendo se não fizesse o necessário. Até porque, só teria aquela lembrança. Não poderia vê-la, apenas percebê-la. Não poderia segurá-la, apenas senti-la. Não poderia desistir. Apenas continuar. Retornei para a varanda e soltei um berro. Como aquele primeiro. Mas não um berro desesperado. Este era decidido e se despedia. A faca, que a essa altura já havia entendido o que aconteceria, estava animada. Pude senti-la cortando meu tecido eptelial. Ouvi o grito de horror do casal da janela e os infelizes do lado de fora continuavam esmurrando a porta. Não esperando que eu a abrisse; tentavam arrombá-la. Senti cheiro de sangue e queria mais. Rasguei-me e berrei novamente, satisfeita. Meus sentidos se misturavam e já não conseguia distinguir o branco do preto. O torpor me dominava e eu não tinha mais controle sobre meus movimentos. Tudo o que via era sangue. Sangue vermelho escarlate, espalhando-se ao meu lado. Não enxergava bem, mas pude perceber que a porta havia sido aberta. Muitos entraram, mas eu só senti a presença de uma pessoa.
Uma pessoa.
Era tudo o que percebia, além de chamas incessantes por dentro. Alguns gritavam, mas só ouvia seu choro e sua voz. Você dizendo pra eu lhe responder. Eu queria, juro que eu queria. O problema é que não cabia mais a mim essa atitude. Você segurou minha mão e um choque percorreu meu corpo. Ouvi seu sussurro "Eu te amo...". Agora. Só agora. Depois de meses esperando por isso, só agora eu ouvi. Agora. Quando eu já não podia mais voltar atrás. Quando a decisão havia sido definitiva. Quando eu não podia lhe responder que o sentimento era recíproco. Não há nada mais triste do que isso: um sonho espatifado no chão, dividido em pedaços que, separados, são incoerentes. O sonho, as medidas para que ele se realize, as dificuldades encontradas, os caminhos desviados, e, ao final, a realização de um sonho. Tudo isso ao meu lado, traduzido em um sangue vermelho escarlate, que me negava a realização.
Uma poça d'água...
Um porta-retrato...
Um grito...
Uma faca...
Uma lembrança...
Uma pessoa...
O fim de um sonho.
O fim de uma vida.
Elas faziam questão de permanecer ali, juntas, no chão de madeira, formando uma poça d'água. Certamente estavam ali para me lembrar que haviam sido derramadas, que isso teve motivo e que eu não fui forte para lidar com (mais) aquele problema. Saí dali decidida a não lembrar novamente da dor que estava sentindo. Sentei-me no sofá e, enquanto procurava pelo controle remoto, caí em mais uma armadilha. Tudo estava armado, não era possível.
Um porta-retrato.
Cinza, com um coração vermelho na ponta superior direita e outro igual, do lado oposto. Vazio, deixando claro que estava ali só para se mostrar desocupado, certamente para me lembrar da foto que antes ali estava. Eu quase conseguia ouvir risadas perversas das lágrimas que voltaram a descer pelo meu rosto, como se dissessem "a poça ficou lá, mas nós viemos com você". É lógico que ao lado do porta-retrato havia uma foto. De cabeça para baixo. Rasgada ao meio. Irritada, empurrei aquele objeto opaco e sem vida, certa de que isso faria com que ele fosse apagado de minha memória. Pude ouvir o vidro se quebrando e preferi não olhar para os restos mortais espalhados pelo chão de minha sala. Desviando o olhar, fui à cozinha beber um copo d'água. A pia estava cheia de louça, evidenciando a bagunça similar a do resto da casa. Nenhum copo limpo, optei por uma caneca. No armário, a única caneca que estava ali era aquela. Só uma. Me encarando. Esperando me fazer sentir fracassada qualquer fosse minha atitude. "USO EXCLUSIVO DA PESSOA MAIS AMADA DO MUNDO". Eu não poderia usá-la. Não era a pessoa mais amada do mundo. Não era sequer amada, que dirá a mais amada do mundo.
Um grito.
Foi o que eu consegui fazer; soltar um grito. Com toda a minha força, com todo o meu ódio, com toda a minha tristeza e, acima de tudo, com todo o meu amor. Um grito que doeu a garganta, e minhas cordas vocais reclamaram. Num relance, arranquei a caneca de onde estava e a taquei no chão com toda a minha vontade. Aquilo foi satisfatório. Estranhamente satisfatório. Procurando mais coisas para quebrar, olhei para a pia ao meu lado e decidi jogar tudo. Jogava cada objeto sem segurar o grito. Pude ouvir o interfone tocar e arremessei um prato que pegou em cheio. O fone ficou pendurado e continuei minha sessão de terapia alternativa. Estava começando a achar divertido, quando ouvi batidas à porta. Não. Não podiam me ver naquele estado; perdedora, chorando, irritada e com a perna sangrando devido a alguns cortes de estilhaços que voaram em mim. Chamavam pelo meu nome e a força aumentava gradativamente. Eu precisava de uma solução. Ao meu redor, procurava desesperadamente por um método rápido que justificasse o fato de eu ignorar aos chamados. Continuavam a bater. Vasculhava gavetas, revirava armários, e só encontrava panos. Um enforcamento seria complicado de arranjar àquela altura do campeonato. Continuavam a bater, eu suava e já nem sentia os cacos sob meus pés perfurando-me intensa e rapidamente. Apenas via minhas pegadas sangrentas sendo deixadas no chão. Esmurravam a porta. No chão, tudo o que restava, além dos pedaços da louça quebrada, era uma faca de carne.
Uma faca.
Foi tudo o que consegui ver. Como se estivéssemos em um filme Hollywoodiano, e eu e a faca tivéssemos nos apaixonado à primeira vista. Todo o resto desapareceu e sorríamos uma para a outra. Andei em direção a ela, gargalhando. A faca também parecia estar satisfeita, por cumpriria sua obrigação. Ainda ouvia pessoas chamando por mim e pareciam realmente preocupadas. Patéticas. Passei a lâmina delicadamente por meu dedo e pude sentir que estava afiada. Olhei o cômodo em que estava e concluí que, ainda depois de tudo, eu era digna de uma morte decente. Fui até minha varanda, que me pareceu limpa, organizada e propícia à ocasião. Suspeitei que estivessem tentando arrombar a porta. Olhei para fora. No prédio em frente, alguns andares abaixo do meu, havia um casal na janela. Ela fumava e ele estava sem blusa. Fiquei olhando para eles por um tempo. A mulher sorriu, eu retribuí. O vento começou a se manifestar e me senti confortável como nunca. Senti-me leve e desisti de colocar em ação meu plano. Virei-me para abrir a porta aos interessados e convidá-los para entrar, afinal, ainda estavam tentando. A faca ainda estava em minha mão. Sorri sozinha quando percebi o desapontamento dela. Eu estava bem. Estava mesmo. Mas a sala não deixava dúvidas. Vivia naquela casa uma pessoa frustrada, abandonada que de nada serviu e de nada serviria. O porta-retrato quebrado ainda estava no chão. O sangue ainda estava espalhado. A foto ainda estava rasgada. A lembrança ainda estava viva.
Uma lembrança.
Era tudo o que eu tinha. Era tudo o que eu continuaria tendo se não fizesse o necessário. Até porque, só teria aquela lembrança. Não poderia vê-la, apenas percebê-la. Não poderia segurá-la, apenas senti-la. Não poderia desistir. Apenas continuar. Retornei para a varanda e soltei um berro. Como aquele primeiro. Mas não um berro desesperado. Este era decidido e se despedia. A faca, que a essa altura já havia entendido o que aconteceria, estava animada. Pude senti-la cortando meu tecido eptelial. Ouvi o grito de horror do casal da janela e os infelizes do lado de fora continuavam esmurrando a porta. Não esperando que eu a abrisse; tentavam arrombá-la. Senti cheiro de sangue e queria mais. Rasguei-me e berrei novamente, satisfeita. Meus sentidos se misturavam e já não conseguia distinguir o branco do preto. O torpor me dominava e eu não tinha mais controle sobre meus movimentos. Tudo o que via era sangue. Sangue vermelho escarlate, espalhando-se ao meu lado. Não enxergava bem, mas pude perceber que a porta havia sido aberta. Muitos entraram, mas eu só senti a presença de uma pessoa.
Uma pessoa.
Era tudo o que percebia, além de chamas incessantes por dentro. Alguns gritavam, mas só ouvia seu choro e sua voz. Você dizendo pra eu lhe responder. Eu queria, juro que eu queria. O problema é que não cabia mais a mim essa atitude. Você segurou minha mão e um choque percorreu meu corpo. Ouvi seu sussurro "Eu te amo...". Agora. Só agora. Depois de meses esperando por isso, só agora eu ouvi. Agora. Quando eu já não podia mais voltar atrás. Quando a decisão havia sido definitiva. Quando eu não podia lhe responder que o sentimento era recíproco. Não há nada mais triste do que isso: um sonho espatifado no chão, dividido em pedaços que, separados, são incoerentes. O sonho, as medidas para que ele se realize, as dificuldades encontradas, os caminhos desviados, e, ao final, a realização de um sonho. Tudo isso ao meu lado, traduzido em um sangue vermelho escarlate, que me negava a realização.
Uma poça d'água...
Um porta-retrato...
Um grito...
Uma faca...
Uma lembrança...
Uma pessoa...
O fim de um sonho.
O fim de uma vida.
In wonderland...
levanto. olho ao meu redor e um sentimento singelo toma conta de mim. ando lentamente pelo caminho de Terra que leva ao pomar. descalça, posso sentir a maciez aveludada do barro sob meus pés. ao andar, vejo uma Família, sentada, protegida pela sombra gentilmente cedida por uma árvore. Pai e Mãe sorriem estarrecidos, admirados com a pureza de seu bebê e surpresos com a novidade que sentem ao olhar para aquela criança tão miúda e, ao mesmo tempo, capaz de lhes causar o sentimento mais forte que já puderam experimentar. sorrio para mim mesma e continuo andando.
visualizo um lago extenso à minha frente. vou andando até que meus pés possam sentir a Água gelada purificadora. respiro fundo, de olhos fechados, e resolvo mergulhar. minha Energia renasce, passo a sentir intensamente cada parte do meu corpo, e todas ela agradecem por estarem em contato com o que há de mais puro. renovada, fico um tempo observando aquela paisagem. o Sol nascente reflete na Água cristalina, seus raios penetram por entre as Nuvens gordas e brancas que me chamam para brincar. num ímpeto, começo a andar pela Areia rente à Água. meu andar calmo e sereno torna-se uma corrida e, sem que eu pense ou decida, pulo com muita vontade de não tocar o solo novamente e começo a seguir em direção às Nuvens.
posso sentir o Vento contra meu rosto e as Nuvens sorriem à medida que me aproximo. sento-me em uma delas, que sustenta todo meu peso. balanço meus pés e, de olhos fechados, aprecio a melodia do Silêncio. lembro-me do pomar, despeço-me das Nuvens e retorno para chão. sinto-me pequena inserida na Imensidão Infinita que me rodeia. andando com a mesma calma habitual, chego aonde queria e saboreio das mais diversas frutas. satisfeita, vejo o Gramado, que a essa hora já reflete a luz do Sol em seu verde agradável, me convidar para um descanso merecido. uma Música celestial começa a tocar, sem que eu localize sua origem. fios dourados entrelaçam-se em minha mente e percorrem, na velocidade da Luz, o caminho para a Eternidade. percebo, então, que tudo isso, por mais simples que seja, me completa. neste lugar, neste momento, sinto-me inteira, completa e Viva.
visualizo um lago extenso à minha frente. vou andando até que meus pés possam sentir a Água gelada purificadora. respiro fundo, de olhos fechados, e resolvo mergulhar. minha Energia renasce, passo a sentir intensamente cada parte do meu corpo, e todas ela agradecem por estarem em contato com o que há de mais puro. renovada, fico um tempo observando aquela paisagem. o Sol nascente reflete na Água cristalina, seus raios penetram por entre as Nuvens gordas e brancas que me chamam para brincar. num ímpeto, começo a andar pela Areia rente à Água. meu andar calmo e sereno torna-se uma corrida e, sem que eu pense ou decida, pulo com muita vontade de não tocar o solo novamente e começo a seguir em direção às Nuvens.
posso sentir o Vento contra meu rosto e as Nuvens sorriem à medida que me aproximo. sento-me em uma delas, que sustenta todo meu peso. balanço meus pés e, de olhos fechados, aprecio a melodia do Silêncio. lembro-me do pomar, despeço-me das Nuvens e retorno para chão. sinto-me pequena inserida na Imensidão Infinita que me rodeia. andando com a mesma calma habitual, chego aonde queria e saboreio das mais diversas frutas. satisfeita, vejo o Gramado, que a essa hora já reflete a luz do Sol em seu verde agradável, me convidar para um descanso merecido. uma Música celestial começa a tocar, sem que eu localize sua origem. fios dourados entrelaçam-se em minha mente e percorrem, na velocidade da Luz, o caminho para a Eternidade. percebo, então, que tudo isso, por mais simples que seja, me completa. neste lugar, neste momento, sinto-me inteira, completa e Viva.
sábado, 29 de maio de 2010
Antítese
Acordei com a luz do sol. Olhando pelas frestas da cortina, resolvi que seria conveniente abrir a janela. Tudo no meu jardim brilhava, quase parecendo ouro. A harmonia entre as plantas e os animais era tão intensa que pensei se tratar um sonho. Apoiada no parapeito, reconheci a tal borboleta. Ela se aproximou, deu três loopings no ar e pousou ao lado do meu dedo. Resolvi não me arriscar; sabia que qualquer movimento precipitado a faria fugir. Deitei-me novamente na cama e fiquei a observar aquele inseto tão belo e ao mesmo tempo tão delicado... Fechei os olhos e me vi abraçada com você, sentindo seu cheiro e acompanhando seu batimento cardíaco. E, de repente, meus ouvidos captaram um ruído: barulho de chuva, sem dúvida. Do nada? Tudo tão perfeito e chega a chuva do nada? Estranhei e, vendo que a borboleta estava sendo atingida pelos respingos, concluí que seria melhor tirá-la dali. Por impulso levantei-me rapidamente e talvez isso a tenha assutado. O susto fez com que ela decolasse. Voou e pousou na parede da frente, uma distância de, aproximadamente, 1,50 m. Esperei alguns instantes na expectativa de que ela retornasse para proteger-se da chuva mas lá ficou. Então, fechei a janela. Deitei mais uma vez na cama e fiquei ouvindo o barulho das gotas caindo no chão. Ficavam cada vez mais fortes e altos e logo vi que era uma tempestade. O melhor que tinha a fazer era esperar passar. Esperei. Esperei. Esperei. A borboleta não saía de minha mente. E em questão de minutos fez-se silêncio novamente. Ainda escutava algumas gotas que provavelmente caíam da telha e batiam no ar-condicionado. Mas não contive a ansiedade e abri a janela à procura da borboleta. Lá estava ela, intacta, mexendo as asas sem sair do lugar. Olhando cuidadosamente notei que uma de suas asas estava rasgada na ponta. O que eu realmente queria era capturá-la para que ela tivesse os devidos cuidados. Ao alcance da mão e ao mesmo tempo tão distante... Passara a tempestade, mas por que o Sol insistia em não aparecer?
Tic tac, tic tac...
O tempo passa. Ainda que você não queira, ele passa. Aquele momento que, pelo bem-estar que te causou, devia durar para sempre, vai embora. A paixão de um casal começa a se desgastar. Qualquer coisa vira motivo de briga e a paciência se esgota. A festa dos sonhos está cada vez mais perto de acabar, a música de parar, as pessoas de dançarem. Esses momentos acabam e depende única e exclusivamente de você aproveitá-los ao máximo, ou não.
O tempo passa. Ainda que você duvide muito, ele passa. Os minutos finais antes do sinal tocar que parecem não chegar nunca, estão cada vez mais perto. Os segundos à espera de alguma notícia passam, mesmo que cada um deles pareça uma martelada no coração. A dor, junto com tempo, também passa, dor de namoro, dor de saudade, dor de machucado ou dor de dor... Vai embora, podendo regressar ou não.
O tempo passa. Ainda que você não perceba, ele passa. Você envelhece, conhece gente nova, a moda vira ultrapassada, e suas ambições mudam. Pois é, junto com essa passagem de tempo vêm as mudanças. Boas ou ruins, visíveis ou não, vão chegar alguma hora. E nós temos de saber lidar com elas, enfrentá-las de cabeça erguida, preparados para o pior, mas com o otimismo guiando as ações.
O tempo passa. É da natureza dele fazer isso. Plantas fazem fotossíntese, peixes nadam e o tempo passa. Seja medido em segundos, dias, meses, anos, gerações ou eras, ele está passando de alguma forma e você nem ninguém pode impedi-lo. O melhor a se fazer é parar de querer lutar contra, como se fosse um inimigo, e torná-lo seu aliado. Até porque, o tempo faz coisas incríveis. A curto ou a longo prazo, essas coisas terão um efeito positivo sobre a sua vida, seja ele qual for.
O tempo passa. Ainda que você duvide muito, ele passa. Os minutos finais antes do sinal tocar que parecem não chegar nunca, estão cada vez mais perto. Os segundos à espera de alguma notícia passam, mesmo que cada um deles pareça uma martelada no coração. A dor, junto com tempo, também passa, dor de namoro, dor de saudade, dor de machucado ou dor de dor... Vai embora, podendo regressar ou não.
O tempo passa. Ainda que você não perceba, ele passa. Você envelhece, conhece gente nova, a moda vira ultrapassada, e suas ambições mudam. Pois é, junto com essa passagem de tempo vêm as mudanças. Boas ou ruins, visíveis ou não, vão chegar alguma hora. E nós temos de saber lidar com elas, enfrentá-las de cabeça erguida, preparados para o pior, mas com o otimismo guiando as ações.
O tempo passa. É da natureza dele fazer isso. Plantas fazem fotossíntese, peixes nadam e o tempo passa. Seja medido em segundos, dias, meses, anos, gerações ou eras, ele está passando de alguma forma e você nem ninguém pode impedi-lo. O melhor a se fazer é parar de querer lutar contra, como se fosse um inimigo, e torná-lo seu aliado. Até porque, o tempo faz coisas incríveis. A curto ou a longo prazo, essas coisas terão um efeito positivo sobre a sua vida, seja ele qual for.
O que me irrita em você?...
O que me irrita em você? Não sei, tem bastante coisa. Talvez o fato de você ter um ímã que atrai meus olhos, inevitavelmente. Mas eu sou o lado positivo do ímã, e você o negativo. Só estragou minha vida. Só penso em você. Não como direito, não durmo direito, não estudo direito, não me divirto direito... Outra coisa que me irrita bastante em você é esse seu charme, que faz com que eu me derreta toda quando você fala comigo. E fique GELADA de raiva quando você joga todo esse seu charme, que deveria ser exclusivamente pra mim, em outra garota. Quem sabe esse ódio que eu tenha de você se originou nas suas mentiras. ‘Te amo, você é linda’. Linda... Sei... Linda vai ser a mancha roxa que vai ficar no seu olho se chegar aos meus ouvidos que alguma Outra ouviu isso. Ou então lindas vão ser as marcas vermelhas de batom pelo seu corpo todo caso eu ouça isso de novo. Eu te odeio também por você ser tão bonito e isso fazer com que todas as Outras te queiram também. Assim como eu, mas não tanto quanto. Mas o que eu mais odeio em você, é seu amor. Meu amor. Nosso amor. A vida com você. A vida sem você. Por quê? Porque eu simplesmente não consigo imaginar meu ano se eu não tivesse te conhecido. Em quem eu iria pensar quando fosse dormir? De quem eu falaria bem todo dia? De quem eu falaria mal todo dia? Que cheiro me deixaria louca todo dia? Quem seria o dono do meu coração? Quem tomaria minha mente nos momentos mais inesperados? Acho que só existe uma resposta para essa pergunta. Você sabe tão bem quanto eu que essa pessoa é um de nós. E como eu não sou egocêntrica, só sobra você... Talvez por isso eu te odeie.
Mas o meu amor supera o ódio. O meu amor supera você. O meu amor me supera. O meu amor supera barreiras. E me foge ao controle esse amor. Oops, esse ódio. É isso mesmo, ódio. Você realmente achou que eu queria dizer amor? Não seja tolo, eu não te amo. Não seja tolo, você não é ninguém. Não seja tolo, eu não sei mentir. Não seja tolo, você é tudo pra mim.
Mas o meu amor supera o ódio. O meu amor supera você. O meu amor me supera. O meu amor supera barreiras. E me foge ao controle esse amor. Oops, esse ódio. É isso mesmo, ódio. Você realmente achou que eu queria dizer amor? Não seja tolo, eu não te amo. Não seja tolo, você não é ninguém. Não seja tolo, eu não sei mentir. Não seja tolo, você é tudo pra mim.
Instinto feminino
É um conforto que não tem definição, como se um instinto me dissesse que, no futuro, estaremos caminhando lado a lado, de mãos dadas e corações unidos. Nos renderemos à dependência mútua e desaprenderemos a andar desacompanhados. Minha mão ansiará sua ausência e, num toque inesperado, sua pele macia e quente fará com que meu coração volte ao compasso normal. Seus lábios entrarão em contato com os meus e, como de costume, vou perder a noção de espaço e tempo. Porque estando ao seu lado, nada disso importa. Contanto que seja o seu lado. Sempre.
"Bleeding Love"
E isso dói. Dói muito. É uma dor que rasga sem piedade. Cortes profundos e intensos, que conseguem atingir a parte mais inalcançável do meu corpo. Feridas que nunca saram, coágulos que nunca se formam e dores incessantes. Escrevo seu nome com fagas pontiagudas em minha pele branca, derramando lágrimas incontroláveis. Até que a decisão definitiva seja tomada. Nós sabemos qual é, eu só não tenho coragem de pô-la em prática. Por enquanto.
Afinal, deve ser muito mais fácil do lado de lá, não deve?
Afinal, deve ser muito mais fácil do lado de lá, não deve?
Causa e consequência
O amor é a causa.
Não se culpe se estiver amando, isso é um sentimento que faz sorrir cada parte do corpo, dá um brilho incontestável aos olhos e contagia todos ao redor. Ame sem fazer disso uma obrigação, ame por vontade própria. E não adianta lutar contra, se isso é mais forte que você, ame com todas as suas forças. Não tenha medo de parecer tolo, todos os amantes andam com um sorriso idiota no rosto. Amar é muito bom e sentir-se amado te faz querer amar mais ainda. É melhor do que qualquer remédio, até mesmo rir, ou o tempo em sua forma mais indecifrável. Enquanto estiveres amando, seu sorriso não há de caber no rosto e o universo vai parecer estar conspirando ao seu favor. Tudo vai parecer mais belo, mais fácil e mais feliz. Amar te incentiva a dar o melhor de si. Te faz querer que a pessoa amada tenha orgulho de você.
O amor é a consequência.
Não se culpe se estiver amando, isso é um sentimento que faz sorrir cada parte do corpo, dá um brilho incontestável aos olhos e contagia todos ao redor. Ame sem fazer disso uma obrigação, ame por vontade própria. E não adianta lutar contra, se isso é mais forte que você, ame com todas as suas forças. Não tenha medo de parecer tolo, todos os amantes andam com um sorriso idiota no rosto. Amar é muito bom e sentir-se amado te faz querer amar mais ainda. É melhor do que qualquer remédio, até mesmo rir, ou o tempo em sua forma mais indecifrável. Enquanto estiveres amando, seu sorriso não há de caber no rosto e o universo vai parecer estar conspirando ao seu favor. Tudo vai parecer mais belo, mais fácil e mais feliz. Amar te incentiva a dar o melhor de si. Te faz querer que a pessoa amada tenha orgulho de você.
O amor é a consequência.
Assinar:
Postagens (Atom)
